Nosso compromisso com a Faixa Etária 5 está em proporcionar uma educação centrada no presente, uma forma de compreensão muito natural para a criança, e é responsabilidade nossa, como adultos, zelar por ela. A formação de memórias significativas hoje é o que constrói um futuro de possibilidades!
Recordar é uma palavra que tem em sua raiz o coração: recordare significa “fazer passar pelo coração”. O aprender, é uma experiência, acima de tudo, afetiva. O que lembramos com carinho se torna duradouro, por isso é tão importante compreendermos o lugar da rotina no desenvolvimento.
A rotina é uma experiência que se renova a cada dia. Com o passar do tempo, se constrói um conceito, ou seja, uma ideia feita de características, imagens, sons, cheiros; uma memória. Memórias que se constroem com emoção são mais claras, acessíveis e significativas. Rotina também é previsibilidade, noção de tempo e sequencialidade. Repetir é diferente de copiar, pois permite sempre novas reedições e soluções; o copiar inibe a capacidade criativa e a oportunidade de tentar novas soluções para velhos problemas. Repetir no processo de aprender é tornar certas atitudes inconscientes por fazerem sentido, por isso é tão importante que as crianças compreendam a função de suas ações, pois é através delas que se constroem os valores norteadores das nossas condutas. Há coisas que aprendemos orientados de forma mais dirigida e outras que aprendemos pelo funcionamento do ambiente, como se ninguém houvesse ensinado, mas nos parecem fazer sentido por serem parte da rotina. Estarmos nós, adultos, atentos às nossas próprias ações é fundamental para pensarmos aquilo que queremos transmitir às nossas crianças: o cotidiano nos ensina constantemente como a vida e as relações funcionam; um tipo de aprendizado que não pode ser objetificado, é preciso que passe pelo corpo, pela atenção à experiência.
O protagonismo da criança
É importante valorizar o protagonismo das crianças em suas atividades cotidianas. Como seu referencial é ainda bastante concreto, é apenas na prática que conseguem se visualizar capazes. Autonomia e autoestima se constroem com um espelhamento das reais capacidades da criança e isso podemos conferir proporcionando desafios para que se experimentem, possam errar e construir novas hipóteses a partir dos erros, desenvolvendo ou mesmo descobrindo habilidades. Em um mundo com tantas respostas imediatas, manter uma postura curiosa é, por si, um desafio.

