Há quatro décadas, a musicalidade da Pingo ultrapassa os muros da escola e aproxima crianças, professores e famílias
O cenário da música soa de uma forma exclusiva. Com Laura Schmidt, doutora na área, repensa-se o que e como desenvolver as infâncias na música.
Em 1983, inicia-se a musicalização com bebês/crianças e professores, com aulas diárias de música, apresentando composições inéditas e maneiras adequadas para cantá-las: olho no olho, inflexões vocais e movimentos espontâneos originados do universo infantil. Nas cantigas, moldam-se os desejos e as necessidades do cotidiano escolar.
Pensar “fora ou bem dentro da caixa” torna-se uma prática ordinária que encanta quem dela usufrui. O que precisa ser dito, ouvido e escutado, apreendido e percebido transfigura-se num repertório imenso, que extrapola os muros da escola e soa pelo Brasil e no exterior.

Na agenda escolar, o canto coletivo convida a plateia para cantar com seus filhos, substituindo a conhecida exposição pública, desnecessária e tensa, de crianças sozinhas nos palcos. Há quatro décadas, a Pingo apresenta musicais e teatros autorais, tendo como elenco professores, pais e ex-integrantes da escola.
Para aproximar avós de seus netos, mantém um coral, carinhosamente nomeado de “A Voz da Pingo”.
A Pingo socializa sua musicalidade pela gravação de 30 canções, em LP e fita cassete. O repertório integrou um musical escolar, apresentado por três anos em eventos da área: o Cante e Dance com a Gente.
O apogeu dos musicais escolares se efetivou pela apresentação internacional do Curupira, na Expo 2000/Alemanha. O registro do patrimônio musical da Pingo apresenta: Histórias, Pingo 40 Anos e Infâncias Cantadas na Pingo I–V, encontrados em plataformas digitais de streaming de áudio, como Spotify e Apple.

