Quando uma criança de 1 ano morde na escola (ou em casa), é importante entender que isso é uma fase comum do desenvolvimento infantil. A chamada “fase da mordida” geralmente acontece entre 1 e 3 anos, quando a criança ainda está aprendendo a lidar com emoções, frustrações e comunicação. Aqui vão algumas orientações práticas para lidar com isso:
Compreendendo a causa da mordida
Crianças dessa idade geralmente mordem por motivos como:
● Frustração ou raiva (ex: disputa de brinquedos)
● Tentativa de comunicação (quando ainda não sabem expressar o que sentem)
● Dores na gengiva (comum durante a dentição)
● Necessidade de atenção
● Experimentação sensorial (testando com a boca, como fazem com muitos objetos)
Quando a criança morde é importante…
- …intervir imediatamente
Apesar de intervenções anteriores, crianças pequenas ainda podem repetir o comportamento - …falar com firmeza e calma
Orientar com frases curtas e claras.
“Morder dói. Não pode morder.”
Evite broncas exageradas – a criança ainda não entende plenamente o impacto da ação. - …mostrar empatia e ensinar alternativas
Ensinar outras formas de se comunicar
“Se você quiser o brinquedo, pode pedir.”
Ou ajudar a nomear emoções: “Você está bravo porque ele pegou seu brinquedo, né?” - …redirecionar a atenção
Pode-se oferecer um mordedor, brinquedo ou atividade alternativa, especialmente se for questão de dentição. - …conversar com a escola
Manter um diálogo aberto com a escola possibilita a construção de estratégias conjuntas. - …não levar como brincadeira
Não reforçar com risadas ou exageros (mesmo que a mordida pareça “fofa” num primeiro momento).
Evitar brincar de “morder”, mesmo que de forma “carinhosa”.
Prevenção e orientação
● Observar o contexto: quem, quando, onde a criança costuma morder…
● Estimular o uso da linguagem com gestos ou palavras simples
● Permanecer atento
● Promover atividades sensoriais seguras (massinhas, mordedores, brinquedos táteis)
Lembrem-se: Essa fase passa com o tempo, especialmente quando a criança começa a se comunicar melhor. O mais importante é agir com paciência, consistência e empatia. Se os episódios se tornarem muito frequentes ou intensos, vale pensar na possibilidade de buscar apoio de um psicólogo infantil ou orientação pedagógica.
Milena Boaro
Coordenação Pedagógica – Pingo de Gente.

