Quando uma criança de 1 ano morde na escola (ou em casa), é importante entender que isso é uma fase comum do desenvolvimento infantil. A chamada “fase da mordida” geralmente acontece entre 1 e 3 anos, quando a criança ainda está aprendendo a lidar com emoções, frustrações e comunicação. Aqui vão algumas orientações práticas para lidar com isso:

Compreendendo a causa da mordida


Crianças dessa idade geralmente mordem por motivos como:
● Frustração ou raiva (ex: disputa de brinquedos)
● Tentativa de comunicação (quando ainda não sabem expressar o que sentem)
● Dores na gengiva (comum durante a dentição)
● Necessidade de atenção
● Experimentação sensorial (testando com a boca, como fazem com muitos objetos)

Quando a criança morde é importante…

  1. …intervir imediatamente
    Apesar de intervenções anteriores, crianças pequenas ainda podem repetir o comportamento
  2. …falar com firmeza e calma
    Orientar com frases curtas e claras.
    “Morder dói. Não pode morder.”
    Evite broncas exageradas – a criança ainda não entende plenamente o impacto da ação.
  3. …mostrar empatia e ensinar alternativas
    Ensinar outras formas de se comunicar
    “Se você quiser o brinquedo, pode pedir.”
    Ou ajudar a nomear emoções: “Você está bravo porque ele pegou seu brinquedo, né?”
  4. …redirecionar a atenção
    Pode-se oferecer um mordedor, brinquedo ou atividade alternativa, especialmente se for questão de dentição.
  5. …conversar com a escola
    Manter um diálogo aberto com a escola possibilita a construção de estratégias conjuntas.
  6. …não levar como brincadeira
    Não reforçar com risadas ou exageros (mesmo que a mordida pareça “fofa” num primeiro momento).
    Evitar brincar de “morder”, mesmo que de forma “carinhosa”.

Prevenção e orientação


● Observar o contexto: quem, quando, onde a criança costuma morder…
● Estimular o uso da linguagem com gestos ou palavras simples
● Permanecer atento
● Promover atividades sensoriais seguras (massinhas, mordedores, brinquedos táteis)

Lembrem-se: Essa fase passa com o tempo, especialmente quando a criança começa a se comunicar melhor. O mais importante é agir com paciência, consistência e empatia. Se os episódios se tornarem muito frequentes ou intensos, vale pensar na possibilidade de buscar apoio de um psicólogo infantil ou orientação pedagógica.

Milena Boaro
Coordenação Pedagógica – Pingo de Gente.

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